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O Centro Histórico e o Carnaval de Vitória.

Noticias (10/02/12)  
O carnaval está chegando e em Vitória as comemorações já começaram. Imbuídos deste espírito festivo preparamos uma nota especial, desenvolvida pela nossa estágiária de história, Jorcy Foerste Jacob, contanto um pouco sobre essa divertida história entre o Carnaval e o Centro Histórico de Vitória. Leia e divirta-se!

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O CENTRO HISTÓRICO E O CARNAVAL DE VITÓRIA.



Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
[...]
Que aqui sambaram nossos ancestrais



A famosa canção de Chico Buarque “Vai passar”, além de versar o carnaval como rito de liberdade, aborda a relação entre as memórias carnavalescas e o espaço em que elas foram vividas. Um ponto em comum entre a música em questão e a cidade de Vitória é que nos dois casos a história do carnaval está intimamente ligada ao seu centro histórico.

Desde os tempos imperiais que a mobilização em torno da compra de fantasias e adereços, a preocupação em garantir um lugar nos bailes, e a preparação para as manifestações de rua faziam dos três dias de folia momentos de alegria e desprendimento moral. Nesse cenário, uma das brincadeiras difundidas pelos populares que não participavam dos bailes fechados da elite eram as “guerras” de mamona, conhecida como entrudo.

Com a Proclamação da República e o fim da escravidão, o entrudo foi proibido, dando lugar à “batalha de confetes”, originado em Paris. Participavam da “batalha” os foliões da alta sociedade que iam ao carnaval de rua antes das comemorações nos clubes fechados. Durante esses dias de festejo a Praça Oito era o local mais disputado, no entanto, as festas se estendiam até as proximidades da Vila Rubim.

Em 1910, com o surgimento dos primeiros carros na cidade, o carnaval de Vitória ganhou um atrativo a mais. Conhecido como “corso”, o desfile dos carros levava mulheres das classes ricas que atiravam no povo confetes e serpentinas. Naquele momento a população mais pobre começou a se organizar em pequenos blocos compostos por baliza, porta-estandarte e abre-alas, o que seriam os primeiros passos para estruturar as futuras Escolas de Samba.

As músicas de carnaval, até então ligadas aos tangos e polcas, receberam diferentes configurações. Os ritmos de marcha e samba, bem como a Folia de Reis e os Congos, surgiram transformando mais uma vez as comemorações do carnaval.

O Centro Histórico de Vitória é ideal para reviver parte dessa nossa história. Além das opções de fantasias que podem ser compradas no comércio local, a programação carnavalesca conta com blocos de rua e diversos shows.
Antes de cair nesta folia, ainda é possível buscar inspiração no passado. Como? Visite o Centro Histórico de Vitória! Através do Projeto Visitar você contará com visitas monitoradas gratuitas em sete patrimônios histórico-culturais da cidade. Está aí uma boa forma de garantir um carnaval repleto de diversão, histórias e estórias para contar!


REFERÊNCIAS:

DA MATTA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. 6 ed., Rio de Janeiro, Rocco, 1996.
DUARTE, Leonardo Coelho. O Samba no Morro da Fonte Grande - Vitória (ES): 1889-1955. In: Revista eletrônica de musicologia, v. 7, 2009. Disponível em: <http://blogs.vitoria.es.gov.br/carnaval2012/>. Acesso: 06 fev. 2012.
PREFEITURA de Vitória. Vitória Carnaval 2012. Disponível em:<http://www.rem.ufpr.br/_REM/REMv12/14/leonardo_coelho_duarte.htm>. Acesso: 06 fev.2012.


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E não se esqueça, o Centro Histórico de Vitória ainda tem muito carnaval para você. Veja abaixo a programação do ainda está por vim. Prepare os confetes e as serpentinar e tenha uma boa folía!



ATRAÇÕES:


Blocos de rua no Centro de Vitória
  • 11/02 –15h: Pouco Amor não é amor
  • 12/02–12h: Regional da Nair
  • 14/02 -17H: Arrastando o Papo

Matinês (programação para pais e crianças)
  • Dias 19, 20 e 21/02 - 15h: na Escola de Teatro, Dança e Música Fafi

Palco da Av. Jerônimo Monteiro
  • Dia 18/02 - 20h: Pedrinho nó na Madeira/22h: Velha Guarda do Samba Capixaba
  • Dia 19/02 - 20h: Os Jotas/22h: Samba Sim
  • Dia 20/02- 20h: Almanaque/ 22h: Mudando de Conversa
  • Dia 21/02- 20h: Kleber Santos/22h: Grupo Ilha

Palco da Praça Oito
  • Dia 18/02 - 20h: Fã Farra
  • Dia 19/02 –20h: Banda Vix
  • Dia 20/02 - 20h: Guardiões do Corso
  • Dia 21/02 - 20h: Fort Som Big Band



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